Tu nem vais nem ficas, só voltas vezes e vezes sem conta.

Lembras-te quando te disse que aquilo que acontecia quando estávamos sozinhos dentro de quatro paredes só não acontecia mais por fugirmos das paredes a sete pés? Tu sorriste e não negaste. Como nunca negas. Deixas ficar aquele “e se?” no ar como se não quisesses que eu me esquecesse de ti por alguma razão. Já pensei que fosse por amor, já pensei que fosse por ódio, já pensei que fosse simplesmente por egoísmo e medo de ficar sozinho. Tu nem vais nem ficas, só voltas vezes e vezes sem conta. Corres é o risco de um dia eu não estar mais aqui.

Nunca admites que me queres, mas também nunca dizes que não. É suposto eu decidir primeiro? Não vai acontecer. Já rastejei muito e tudo o que consegui foi perder-te e perder-me. Se vou errar, que sejam erros novos, porque os velhos enjoam. Já me resignei com a realidade de que dificilmente irei deixar de te querer nos próximos tempos, mas não é por isso que me irei esquecer do valor que tenho. Para quê?! Se o reconheces ou não, esse é um problema teu. Eu já não me confundo, não gostar de mim não prova que gosto de ti nem é forma de começar (ou recomeçar) nada.

Nós somos ridículos, não somos? Até com noites acompanhadas de uma nova conquista e repletas de vodka, tequila, whisky, o que venha a mão, é um no outro que pensamos quando estamos sóbrios e sozinhos. Sou sincera, já tive mais paciência para aturar as tuas indecisões. E tu és capaz de ficar um bocado irritado quando não perco a postura mal tu estalas os dedos como antigamente. Tudo o que fazemos é testar os limites e ver quem cede à pressão com meias mensagens de bom dia, meias mãos nas pernas, meios olhares com meios significados. Tudo o que fazemos são jogos.

Se tenho saudades tuas? Muitas mais do que imaginas, muitas mais do que demonstro. Só que não o vais ouvir da minha boca tão facilmente quanto pensas cada vez que decides que é hora de voltar a provocar-me só mais um bocadinho para que eu me lembre daquelas nossas quatro paredes pela milésima vez. Quando tu ganhares alguma coragem, talvez eu perca algum orgulho. Ou sim ou não. Até lá…

– Raquel Simões

 

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