O problema dos amores loucos.

No outro dia pus-me a pensar na sensação de amar e de ser amado desenfreadamente, na utopia do felizes sempre e para sempre e na tentação de me deixar ir em ilusões. Não há pessoa no mundo que não aprecie ser apreciada e, garanto-vos, o amor, quando desmedido, torna-se num vício que nos leva ao fundo do poço.

Quando amamos alguém a mais, amamo-nos a nós próprios a menos, e supostamente a estupidez chega a todos nós a dado ponto. Contudo, tenho pena daqueles que nunca foram estúpidos. Porquê? Porque os amores loucos são lindos, são intensos, são calafrios constantes e pura adrenalina. É tão bom ser encostado à parede daquela forma, ser beijado daquela forma, até discutir daquela forma para depois fazer as pazes daquela forma, e eu sou a favor de experimentar tudo uma vez na vida, de cair de tempos a tempos e levantar logo a seguir.

Mas, como tudo, os amores loucos têm dois lados: o bom e o mau. Quando é bom, é mesmo bom. Quando é mau, é mesmo mau. Os amores loucos fazem-nos subir e descer a níveis que nunca pensámos existir. É mesmo assim. Eu já tive o meu, não me arrependo de o ter tido e relembro com carinho as memórias boas. As más só vou buscar ao baú quando preciso de me beliscar e acordar para a realidade: os amores loucos são feitos para começar e acabar, e não é preciso estar louca para ser levada à loucura.

– Raquel Simões

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