Sou arrogante? Obrigada.

Dizem que sou arrogante, tanto quem me conhece de perto como quem não me conhece minimamente. E sou, sim. Sou arrogante e com muito gosto. Com peso e medida, mas sou. Nem sequer vejo essa palavra como algo depreciativo, pois a minha arrogância foi, já por várias vezes, a causa da vontade de viver que surgiu em mim quando precisei de me levantar do chão para onde quem se diz humilde me mandou.

Ainda bem que sou arrogante! Se não o fosse, não me importava com as aparências ao ponto de me obrigar a mim mesma a lutar pelo meu futuro nas alturas em que achei que não queria saber dele para nada. Hoje sei que quero e hoje estou grata por ser como sou, arrogante e teimosa e mais umas quantas características que quase ninguém admite ter, porque conquistei coisas incríveis que não teriam sido conquistadas se tivesse desistido delas quando a vida se complicou.

Por isso, a minha resposta quando me chamam arrogante é só uma. Sou arrogante? Obrigada. Se não fosse arrogante, não trabalhava como trabalho para poder dar-me ao luxo de o ser. É um ciclo vicioso que me tem feito imensamente bem.

– Raquel Simões

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