Às vezes o amor não chega.

Às vezes o amor não chega. Às vezes o único culpado de não ter dado certo é a vida, a sorte ou o mero acaso. Às vezes desistir não é bem desistir, é parar de insistir, é deixar ir. Às vezes teimar em não seguir em frente não é lutar pela relação, é ser egoísta. É uma chatice, eu sei, mas às vezes abdicar de alguém é a maior prova de amor que lhe podemos dar. Porque simplesmente não estava a funcionar. Porque alguém já não era feliz como dantes. Porque é preciso muito mais do que se pensa para criar uma vida a dois. E de nada vale criticar atitudes passadas ou evidenciar erros do outro enquanto ocultamos os nossos, isso não vai fazer com que a história não acabe, só vai fazer com que acabe de uma forma muito feia, repleta de dúvidas e insultos que surgem no meio da dor de perder alguém que se ama.

Não fiques presa no passado. Não é nele que vais construir o futuro com que sonhas. É no agora, no presente. Não deixes que o teu caminho seja decidido pelas acções de outra pessoa. O mundo não vai mudar por ti, tu é que tens de mudar por ti mesma. Aprende que mereces melhor do que a tortura emocional que guardar rancor implica e aceita que a paixão da tua vida não tem de ser o amor da tua vida. Esse, quando vier, vem para ficar. Mas, antes de amares alguém, lembra-te que tens de amar-te a ti própria. É triste, revoltante e doloroso, mas às vezes o amor não chega e quanto mais depressa permitires que o teu coração saiba o que a tua cabeça já sabe mais depressa serás feliz.

– Raquel Simões

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2 comments

  1. B. Salvador · Agosto 31, 2015

    […] quanto mais depressa permitires que o teu coração saiba o que a tua cabeça já sabe mais depressa serás feliz […]
    a) O coração apenas bombeia sangue. Tudo nos passa pela cabeça e é nosso o poder da escolha; b) podemos trocar o termo “felicidade” por momentos de satisfação? É que enquanto “felicidade” é uma abstracção, já os momentos de satisfação são reais e eternos enquanto duram.

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    • mrsminnieblog · Setembro 1, 2015

      Bom dia 🙂
      a) Como deve compreender, na escrita são aplicadas imensas figuras de estilo para tornar o texto mais interessante. Penso que é claro para todos os leitores que o coração de que falo não é o coração enquanto órgão, mas sim aquele que representa os sentimentos dentro de nós. No entanto, concordo consigo quando diz que a escolha é nossa.
      b) Cada um faz a interpretação que quer do meu texto. Para mim a felicidade é possível e não representa um ponto de chegada, mas sim um modo de vida. Trata-se da maneira como olhamos para a nossa vida, no fundo. Momentos de satisfação são, sem dúvida, reais e eternos enquanto duram, mas não é desse tipo de contentamento que o texto fala. Momentos de satisfação dizem respeito, por exemplo, à relação amorosa que temos. Felicidade diz respeito à relação que temos com nós próprios e com a vida.
      Espero ter ajudado a esclarecer 😉

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